terça-feira, 6 de setembro de 2011


LAMPIÃO E MARIA BONITA


 
 
LAMPIÃO E MARIA BONITA
Quando eles se conheceu era muito,  
SE ELES FOSSEM DO SUL, CERTAMENTE SERIAM OS HEROIS DO BRASIL.
COM UM DIFERENCIAL...ERAM LOUCOS E APAIXONADOS ....

























- O enredo é baseado na vida do mais famoso cangaceiro do Brasil, Virgulino Ferreira da Silva, conhecido como Lampião, um pernambucano nascido em 1897, que se transformou no mais forte símbolo do cangaço. Lampião era conhecido como o rei do cangaço. Praticamente cego do olho direito, andava manquejando, devido a um tiro que levou no pé esquerdo durante um conflito no sertão. Em suas andanças, conheceu Maria Bonita, a primeira mulher a fazer parte de um grupo de cangaceiros, com quem teve uma filha, Expedita. A história de Aguinaldo Silva e Doc Comparato acompanha os últimos seis meses de vida de Lampião e Maria Bonita, período até hoje um tanto obscuro na história. Apesar da extensa e cuidadosa pesquisa histórica, a minissérie não pretende ser extremamente fiel aos acontecimentos, trazendo à narrativa elementos ficcionais.
- A trama tem início com o seqüestro do geólogo inglês Steve Chandler (Michael Menaugh) pelo bando de Lampião (Nelson Xavier). Para negociar o resgate com o governo da Bahia, o cangaceiro usa Joana Bezerra (Regina Dourado) como intermediária. Em um bilhete, Lampião exige 40 mil contos de réis em troca da vida do geólogo. O papel cai nas mãos do sargento Libório (Roberto Bonfim), a autoridade política de Geremoabo, que passa a notícia para o governador da Bahia. Junto com a embaixada da Inglaterra, o governo do estado da Bahia decide enviar tropas comandadas pelo tenente Zé Rufino (José Dumont), tradicional perseguidor de Lampião, para capturar o bandido. Apesar de pedirem sigilo absoluto, a notícia do seqüestro acaba vazando, e o jornalista Lindolfo (Helber Rangel) começa a explorar o fato.
- A partir daí, são acompanhadas as negociações entre Lampião e o governo da Bahia e as inúmeras perseguições e fugas do bando, durante as quais o grupo vive momentos de grande tensão. Em outras seqüências, quando se sentem seguros, a minissérie mostra Lampião e Maria Bonita (Tânia Alves) em um clima tranqüilo, visitando sua filha, Expedita (Adriana Barbosa), que é criada por uma família da região. A narrativa procurava mostrar os lados sanguinário e apaixonado de Lampião. Mas a tensão é sempre maior do que os momentos de diversão e paz, tanto pelos embates com a polícia, como pela presença de Chandler.
- A situação se agrava com o desaparecimento de Maria Bonita. Com a ajuda de Dadá (Lu Mendonça), a mulher de Corisco (Silvio Correia e Lima), ela se afasta do bando para fazer um aborto, sem que Lampião saiba. Quando volta, está com febre alta e fortes dores pelo corpo. Maria Bonita consegue melhorar graças a Chandler, que, percebendo a gravidade do caso, oferece um remédio para a cangaceira. Ele passa a cuidar de Maria Bonita e, inesperadamente, sente-se atraído por ela, gerando um conflito com Lampião.
- O governo e a embaixada inglesa oferecem recompensas a quem fornecer pistas sobre o paradeiro do bando, e o cerco se aperta. O consulado rejeita qualquer possibilidade de pagar o resgate e propõe que aprisionem alguém da família de Lampião para forçá-lo a se entregar. Enquanto isso, Zé Rufino consegue encontrar Maria Bonita, que está acampada com parte do bando. A batalha é acirrada, mas ela consegue escapar. No entanto, um dos cangaceiros é aprisionado e levado para Salvador. Lá, o antropólogo Eustáquio (Rubens Araújo) decide fazer a medição de seu crânio, no intuito de comprovar sua tese de que o banditismo é resultado de uma degenerescência racial.
- Após inúmeras buscas e tentativas de negociação, a história de Lampião chega ao fim. Em 28 de julho de 1938, antes do nascer do sol, na margem sergipana do rio São Francisco, soldados da polícia liderados pelo tenente José Batista (Gilson Moura) descobrem o esconderijo dos cangaceiros. Lampião e Maria Bonita, apanhados de surpresa, são metralhados na grota de Angicos junto com outros integrantes de seu bando, sem qualquer possibilidade de reação.
 
Produção:
- Para produzir a série, autores, diretores e produção visitaram as regiões em que o cangaço imperou, percorrendo de Jeremoabo, na Bahia – município onde nasceu Maria Bonita –, até Angicos, em Sergipe, onde os dois foram mortos.
- A minissérie foi gravada em diversas cidades do Nordeste: Piranhas, Olho D’Água do Casado, Salvador, entre outras. Outras cenas foram feitas nos estúdios da Rede Globo e em Maricá, no Rio de Janeiro. As locações no sertão foram escolhidas a dedo: todos os locais por onde Lampião e Maria Bonita passaram com seu bando. Cerca de cem profissionais da TV Globo ficaram um mês no Nordeste para realização da minissérie. Para que o equipamento suportasse o calor e as árduas condições de trabalho, foram montadas duas unidades portáteis: uma de supervisão e outra de manutenção. Uma das unidades estava sempre revendo os equipamentos.
- O projeto de Lampião e Maria Bonita foi tratado com muito cuidado em todas as etapas da produção. Para a maquiagem, foi convidado Jaque Monteiro, profissional conhecido por trabalhos no cinema, como os brasileiros Dona Flor e seus Dois Maridos, Dama do Lotação e Rio Babilônia, e Fritzcarraldo, do alemão Werner Herzog. Foi o primeiro trabalho do maquiador em televisão.
- Para a criação do figurino, a visita ao Museu Antropológico do Ceará foi extremamente importante. Lá estão expostas as indumentárias de Lampião e Maria Bonita, e a equipe de produção pôde fotografar todo o material, privilegiando os detalhes. Através da pesquisa da indumentária, a equipe constatou que os cangaceiros eram muito vaidosos. Suas roupas mostravam suas glórias, eram carregadas de enfeites, até mesmo suas armas eram enfeitadas. As roupas eram todas bordadas e o artesanato que produziam em couro era extremamente sofisticado.   

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